Exposição Histórias da infância no Masp inclui pais e filhos no mundo arte – De 07 de Abril a 31 de Julho

Histórias de Infância: de 08/04 a 31/07.
Terça a domingo, 10h às 18h.
Quinta-feira, 10h às 20h.
No Masp

MaspO MASP inaugurou, no dia 7 de abril, a exposição Histórias da infância, que reúne múltiplas e diversas representações da infância de diferentes períodos, territórios e escolas, da arte africana e asiática à brasileira, cusquenha e europeia, incluindo arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, bem como desenhos feitos por crianças, posicionados no mesmo espaço, ao lado das demais obras.

Histórias da infância reúne cerca de 200 trabalhos, entre obras e desenhos de crianças, e se organiza em torno de núcleos temáticos permeáveis. No primeiro andar, há retratos, representações de família, imagens de educação e de brincadeiras, crianças artistas, crianças anjos e, por fim, a morte; no primeiro subsolo, surgem os temas da natividade e maternidade. Obras icônicas do MASP — como O escolar (1888), de Van Gogh, Rosa e azul (1881), de Renoir, Retrato de Auguste Gabriel Gaudefroy (1741), de Chardin, e Criança morta (1944), de Portinari — aparecem em novos contextos, transversais e contemporâneos, em justaposição a trabalhos de todas as épocas.

A expografia com painéis suspensos, que não formam salas fechadas, permite uma articulação entre os diversos núcleos e trabalhos. A exposição dialoga com Playgrounds 2016, no 2º subsolo e Vão Livre, mediante o jogo, o lúdico, e a brincadeira, e com um programa de oficinas de desenho, iniciado em janeiro de 2016, e que se estende até o final exposição. Deste modo, a mostra reconhece e inclui as histórias das próprias crianças: em pé de igualdade com os demais trabalhos, serão expostos desenhos feitos por elas nos anos 1970, anos 2000, e mais recentemente em 2016, todos do acervo do museu. É importante lembrar que eles não estarão em uma sala ou seção específica, apartados do conjunto, mas integrados aos demais trabalhos, conferindo a eles uma situação de equilíbrio, para um diálogo possível e sem hierarquias pré-estabelecidas pela expografia. O museu entende que há muito o que aprender com esses desenhos, essas trocas e essas histórias.

A altura média em que as obras costumam ser expostas foi rebaixada da medida padrão, de 1.50 m para 1.20 m (na galeria do 1º andar) e para 1.30 m (no 1o. subsolo), buscando tanto um olhar mais direto da criança quanto uma maior aproximação corporal. Outra ação decisiva no contexto pedagógico foi o convite a artistas contemporâneos para conduzirem oficinas com crianças, caso de Rivane Neuenschwander, Cinthia Marcelle, Nicolás Robbio, Lays Myrrha, Thiago Martins de Melo e Thiago Honório. O museu entende esta ação como uma outra maneira, inédita e experimental, de se relacionar com as ideias e a produção destes artistas.

Histórias da infância, ao resgatar alguns dos temas que permeiam a idade infantil, não organiza as obras de maneira cronológica, mas justapõe trabalhos de diferentes períodos, buscando novas aproximações e fricções. Por exemplo, no 1º subsolo, acontecem diálogos entre pinturas e esculturas de Nossa Senhora, Menino Jesus e fotografias de amas de leite, evidenciando imagens de maternidade e natividade. Também estão no mesmo espaço obras de Thiago Martins de Melo, Adriana Varejão e Cássio M’Boy, além de uma escultura de Nossa Senhora do Rosário, do século 19, que pertenceu ao casal Lina Bo e P. M. Bardi; um conjunto de marfins indo-portugueses retratando o Menino Jesus, da coleção do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro; e uma escultura contemporânea, de madeira e gesso, de Edgar de Souza.

De forma similar, no 1o andar do museu, retratos de crianças nobres e abastadas são colocados ao lado de retratos de crianças de origens menos favorecidas, enfatizando não só o contraste social, mas também as diferenças culturais e de tratamento da imagem da infância em épocas diversas. É o caso, por exemplo, da obra Rosa e azul (as meninas Cahen D’Anvers), de Renoir, de 1881, que estará justaposta à fotografia de Barbara Wagner, da série Brasília Teimosa, de 2005. Enquanto a primeira ilustra duas irmãs de uma família aristocrática francesa, em trajes luxuosos, no fim do século 19, a segunda retrata dois meninos, que também parecem irmãos, em trajes de banho, na praia Brasília Teimosa, em Recife.

Histórias da infância se insere num projeto do MASP de friccionar diferentes acervos, desrespeitando hierarquias e territórios entre eles. Nesse sentido, são também histórias descolonizadoras e assumem um sentido político – há um entendimento de que as histórias que podemos contar não são apenas aquelas das classes dominantes, ou da cultura europeia e suas convenções visuais. Assim, integra um programa mais amplo de exposições sobre diferentes histórias(múltiplas, diversas e plurais), para além das narrativas tradicionais – Histórias da loucura e Histórias feministas(iniciadas em 2015), Histórias da sexualidade (em 2017) e Histórias da escravidão (em 2018). São outras histórias, que incluem grupos, vozes e imagens que foram reprimidas ou marginalizadas, nas quais se inserem as crianças e sua maneira de ver o mundo.

Para o período da exposição acontecem dois projetos especiais de mediação que colocam as crianças em protagonismo. O primeiro deles é a produção de áudios desenvolvidos em colaboração com duas escolas, no qual as crianças elaboram o conteúdo e participam da gravação, ao longo de um processo de pesquisa, tanto no museu como na escola. O material estará disponível para o público no site do MASP (http://www.masp.org.br), onde será possível ouvir as gravações. O segundo projeto, que já teve início em janeiro de 2016, compreende uma série de oficinas de desenho para crianças de 5 a 11 anos, realizadas a partir da pergunta “como contar suas próprias histórias em desenhos?”. Com a abertura da exposição, as oficinas passam a ocupar os finais de semana em novo formato. A coordenação dos projetos é de Luiza Proença e Lucas Oliveira, da equipe do núcleo de Mediação e Programas Públicos do MASP.

No dia 9 de abril, sábado, das 15h às 17h, acontece um bate-papo com três artistas da exposição no Auditório MASP Unilever. Barbara Wagner, Luiz Braga e Paula Trope irão falar sobre suas obras em exibição, bem como mostrar outros trabalhos que se relacionam com o tema da infância. A mediação é do curador Fernando Oliva.

HISTÓRIAS DA INFÂNCIA

Data: 8 de abril a 31 de julho de 2016
Local: 1º andar e 1º subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30);
quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$25,00 (entrada); R$12,00 (meia-entrada)

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$12,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h.
É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14,00
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13,00

PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20,00
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20,00

Acessível a deficientes, ar condicionado, classificação livre.

 

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